Madrid, 11 set 2025 (Lusa) – O investigador do ISCTE Vítor Tomé alertou, numa iniciativa do Iberifier, para a importância da atualização contínua da alfabetização mediática, que deve ir além do combate à desinformação e adequar-se aos diferentes contextos.
Refletir sobre os desafios colocados pela desinformação e o papel da literacia mediática na sociedade atual, foi o mote para o encontro académico sobre literacia mediática, organizado pelo Observatório Ibérico de Medias Digitais (Iberifier), que decorreu em 10 de setembro, na capital de Espanha, Madrid.
No encontro, o investigador no ISCTE Vítor Tomé, salientou a necessidade de preparar os cidadãos para uma aprendizagem continua e autónoma: “Devemos preparar as pessoas para pensar e aprender por conta própria ao longo da vida”, afirmou.
Neste sentido, o académico defende que a alfabetização mediática deve estar em atualização constante, pois “um curso sobre Inteligência Artificial (IA) hoje não será o mesmo daqui a alguns anos. A alfabetização mediática é muito mais do que apenas estudar a desinformação”.
Vítor Tomé explica também que a alfabetização mediática é contextual, variando entre as regiões, pelo que é necessário encontrar um acordo em que todos possam fazer projetos de alfabetização mediática em diferentes regiões, mas seguindo uma metodologia comum, desta forma os resultados poderão ser mais eficazes. O académico da Universidade de Navarra, Charo Sábada, também participou na iniciativa e alertou que nos últimos anos, foi precisamente a desinformação que impulsionou a urgência de fortalecer a literacia mediática, uma competência essencial para se perceber melhor o ambiente tecnológico atual, afirmou o professor.
O Iberifier realça ainda no seu ‘site’ que a literacia mediática tornou-se um desafio fundamental para a cidadania digital e para o futuro dos meios de comunicação social, uma vez que num “ambiente cada vez mais saturado de informação, e também de desinformação, capacitar pessoas para o consumo crítico, responsável e consciente de conteúdo é mais urgente do que nunca”.
O Iberifier é um projeto que visa combater a desinformação e integra 23 centros de investigação e universidades ibéricas, as agências noticiosas portuguesa, Lusa, e espanhola, EFE, e ‘fact checkers’ como o Polígrafo e Prova dos Factos – Público, de Portugal, e Maldita.es e Efe Verifica, de Espanha.
Paulo Resendes /Lusa




The article highlights the crucial need for continuous media literacy education beyond just combating misinformation, which is very relevant in todays digital age. It emphasizes critical thinking and adaptability for citizens.
Comentar: O Vítor Tomé está certo, temos que actualizar a nossa licença para pensar com a mesma frequência que atualizamos os nossos smartphones! Será que vai haver um curso sobre Como Identificar um Texto Sobre IA Falso em 5 Minutos já no ano que vem? E o Charo Sábada acorda, mas a desinformação já se foi para o café da manhã! Quem diria que a literacia mediática seria tão urgente quanto encontrar um sinal de Wi-Fi no meio do deserto… A menos que seja para fact-checker se o céu está realmente azul! 😉laser marking machine